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Psicologia e Adaptação Cultural: Entre Desafios e Crescimento

  • Foto do escritor: Luana Folchini
    Luana Folchini
  • 9 de dez. de 2024
  • 2 min de leitura

Mudar de país é uma das experiências mais transformadoras que alguém pode viver. Esse processo, seja por expatriação, imigração ou intercâmbio, envolve deixar para trás o conhecido e mergulhar em um ambiente repleto de novidades – culturais, emocionais e práticas. Mas, junto com as possibilidades de crescimento, vêm os desafios, muitas vezes silenciosos e subestimados.



Na psicologia, chamamos esse processo de aculturação. Ele descreve como os indivíduos se adaptam a uma nova cultura enquanto tentam manter ou redefinir aspectos de sua identidade. Isso pode incluir desde a língua que falamos, até os costumes e valores que escolhemos preservar ou modificar. O modelo de Berry (1997) destaca quatro caminhos possíveis:


  • Integração: Quando conciliamos aspectos da cultura de origem e da nova cultura.

  • Assimilação: Quando deixamos para trás a cultura de origem para adotar plenamente a nova.

  • Separação: Quando nos mantemos distantes da nova cultura, preservando exclusivamente a original.

  • Marginalização: Quando nos sentimos desconectados tanto da cultura original quanto da nova, gerando um vazio cultural.


Cada caminho reflete escolhas conscientes e inconscientes que fazemos ao longo da jornada, influenciadas por fatores como suporte social, experiências pessoais e até mesmo políticas de acolhimento dos países receptores.


Durante a aculturação, é comum passar por fases de choque cultural. No início, muitas pessoas vivenciam uma "lua de mel" com o novo ambiente, fascinadas pelas diferenças. Mas, à medida que a rotina se estabelece, podem surgir sentimentos de inadequação ou saudade, levando à crise e, finalmente, ao ajuste ou à integração.


No contexto da expatriação, esses desafios não afetam apenas o indivíduo diretamente envolvido, mas também seus familiares. Pesquisas apontam que a adaptação da família é um dos fatores mais críticos para o sucesso de uma expatriação, especialmente para casais de dupla carreira ou com filhos em idade escolar.

Falar sobre isso é fundamental, pois as demandas emocionais e culturais de viver entre mundos podem ser tanto uma oportunidade de crescimento quanto um motivo de desgaste. Compreender essas dinâmicas e reconhecer os altos e baixos do processo é o primeiro passo para viver essas experiências com mais leveza e significado.


🌟Vamos seguir refletindo e aprendendo juntos sobre as nuances de viver em um mundo cada vez mais multicultural.


Berry, J. W. (1997). Imigration, aculturation and adaptation. Applied Psychology: and international review; vol. 46, n. 1, p. 5-68.

 
 
 

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Luana Folchini da Costa
Membro efetivo: CFP (Brasil) | OPP (Portugal)

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